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Artes (50 não lidos)
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Rádio TSF artes » Lido em: 12/05/2008 16:05
O poeta português Fernando Pessoa foi eleito uma das 50 personalidades que mais influência teve na Cultura europeia, ao lado de nomes como da Vinci, Mozart e Einstein, revelou o Bureau Internacional das Capitais da Cultura.
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Rádio TSF artes » Lido em: 12/05/2008 16:05
No antigo Cais da Saudade, de onde partiram os soldados e marinheiros, chegam agora milhares de pessoas para mergulhar naquele que foi o armazém do bacalhau e agora desvenda os segredos do mundo oriental.
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Modus vivendi » Publicado em: 12/05/2008 16:05
Maio de 2003 é muito remoto. Não é só pela compressão, inevitável e tornada quase natural, do tempo e da distância que marca a vida contemporânea - mais do que isso, a mudança vivencial profunda que se operou nestes anos torna a época de criação do Modus uma recordação felizmente ensolarada pela clareza primaveril de Nápoles, onde nasceu o blog, e pouco afectada pelas emanações mais ou menos sulfurosas dos vulcões vizinhos. O Modus Vivendi de hoje afastou-se muitíssimo da causa-função inicial: não é de todo um exercício de escrita catártica, dando vazão a uma revolta profunda, e cumpre agora a simples vocação lúdica e prazenteira de partilhar gostos e olhares com quem o visita. A vida é maior do que a blogosfera e, ao menos por enquanto, maior do que a internet inteira, e por isso reflecte, transpira, brilha ou invade o que fazemos lá - embora o efeito de retorno exista também, em dimensão variável com a imersão no meio.
Cinco anos não é coisa pouca. Se é verdade que hoje a blogosfera é um dos lugares onde trabalho, usando
dois blogs que divulgam, reflectem e mantêm actualizado um percurso dentro do olhar jurídico, o Modus e a sua pequena agenda, o
GranoSalis, são preciosos lugares de recreio, de passeio do olhar e de respiração do que se ama e se traz connosco para alimentar os dias. Obrigada aos leitores pela companhia
in itinere.
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Citador » Publicado em: 12/05/2008 13:05
As liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização social, liberdade económica. Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito crítico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio, ninguém impedirá que transmita aos...
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Modus vivendi » Publicado em: 12/05/2008 12:05
Sempre me pergunto
qual seria a melhor hora
o jogador responderia a undécima
o aplicador diria a primeira
o caçador falaria na exata
o cientista comprovaria o milésimo
o religioso rezaria o angelus
o piloto pensaria no átimo
o atleta repetiria o instante
muitas mulheres não sonhariam nada
e as crianças ficariam impacientes
atrás do muro, arma em punho
o soldado sofreria a eternidade.
Pedro Du Bois
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Modus vivendi » Publicado em: 11/05/2008 02:05
Desnudo já me dou de mim doendo
na doação das folhas da floresta
que vão caindo sem saber-se sendo
pedaços de nós na noite deserta
A lua imponderável vai ardendo
cúmplice em nossa luz de fogo e festa
Meus braços são dois galhos te dizendo
que o forte às vezes treme em sua aresta
Esta outra face frágil de aparência
que só aos puros é dado conhecer
no abraço da paixão e sua ardência
Mesmo cego de mim eu pude ver
e sentir no teu beijo a clara essência
que faz do nosso amor raro prazer
Aníbal Beça
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Modus vivendi » Publicado em: 11/05/2008 22:05

aproveitando as abertas entre aguaceiros primaveris
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Modus vivendi » Publicado em: 11/05/2008 22:05
"The art of losing isn’t hard to master."
Elizabeth Bishop
Um dia perderei a juventude,
se já não a perdi. Perdi a conta
de tudo o que perdi. Hoje o que conta
é tudo o que não sou, não sei, não pude.
Ah, chega de trilhar a senda rude
de perdas e saudade. A sorte aponta
o lugar da vertigem, vida tonta.
Resta perder a sede de altitude.
Girar... e a cada giro perder tanto,
que reste apenas giro e inconsciência,
depois que tudo for perdido. Entanto,
deixar para perder a prepotência
no último momento, quando o espanto
revele que foi tudo reticência.
Luís Antonio Cajazeira Ramos
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Citador » Publicado em: 11/05/2008 18:05
A moral pura é única e universal: não sofreu alterações ao longo dos tempos, nem alterações nem melhorias. Não depende de factores históricos, económicos, sociológicos ou culturais, ou seja, não depende do que quer que seja. Não é determinável mas...
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Modus vivendi » Publicado em: 11/05/2008 13:05
"Outros olhos e os mesmos: o amor
diverso e idêntico no azul do peito."
Ruy Espinheira Filho
Nenhum olhar havia em teu olhar
que não fosse de nuvens sobre o Sol.
Um sol incógnito entre nuvens – tu,
depois que tudo passa, permaneces.
Enquanto multidões que te soterram
revolvem-se à procura de si mesmas,
eu cismo num torrão de balaustrada
o castelo de nuvens que desejo:
um soldado de chumbo, um potro alado,
um cisne arisco, um quase girassol
na solidão do campo de narcisos.
Qualquer céu é lembrança de teu beijo.
As nuvens se dispersam, todo o azul
revela o Sol em ti. Mas tu és nuvem.
Luís Antonio Cajazeira Ramos
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Modus vivendi » Publicado em: 11/05/2008 12:05
“Aquella noche corrí el mejor de los caminos montado en potra de nácar sin bridas y sin estribos.”
García Lorca
Em cerdas de seda arremeto em pausa
meu coração toca arremato em pouso
música de pasto linha de nervura
nervos de galope todo corpo é frouxo
na ravina clara todo corpo é fúria
As línguas de fogo são galhos erguidos
incendeiam tufos tuas mãos ardentes
brasas de gramínea regendo canteiros
amornam primícias e a secreta rosa
no rubro casulo desvela essa tosa
Um sol veste orgasmo nas ervas das águas
e se põe arco-íris remato regato
e o jato de curva molhado regaço
alavanca a anca tão humida/mente
em forte arremesso sereno adormeço
Aníbal Beça
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 04:05

cores de sábado à noite
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 01:05
Canto do povo de um lugar
Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde
Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite
Caetano Veloso
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 21:05
Sutilíssimo eterno que habita
minhas saletas interiores
onde trago o tempo guardado
noturno e resignado
sutilíssimo eterno interior
que como um tálamo é
em minha alma limpa e sofrida
como água dormida em pedra
que eterna seiva alimenta
este tempo em mim retido
plumagem livre de flor
forma exata imperecível
sinto-te assim como um trunfo
branda coroa do eterno
além das nuvens, das águas
ouço o teu metal desperto
se existes no ser completo
na cinza móvel das sombras
por que retiras de mim
tudo o que em mim não é pântano?
César Leal
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Citador » Publicado em: 10/05/2008 19:05
Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum...
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 18:05
I shall never forget you, Broadway
Your golden and calling lights.
I'll remember you long,
Tall-walled river of rush and play.
Hearts that know you hate you
And lips that have given you laughter
Have gone to their ashes of life and its roses,
Cursing the dreams that were lost
In the dust of your harsh and trampled stones.
Carl Sandburg
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 16:05

Livro de horas do duque de Berry, com o céu entre Touro e Gémeos, pintado pelos irmãos Limbourg (Paul, Hermann e Jean) no século XV
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 15:05
Bebo água e silêncio
como se estivesse lavando a candelária
e acendo um poema em cada canto da casa
queimando álibis como incensos
com claro perfume de ângulos e ácaros
Engulo meus próprios olhos numa refeição lívida
sem mais nada para pôr sobre a toalha da mesa
e saio pela palavra porta
rangendo as dobradiças da paisagem
na abissal tristeza de um país baldio
que nos esquece como guarda-chuvas.
Chagas Correia
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Modus vivendi » Publicado em: 10/05/2008 15:05
En la redonda
encrucijada,
seis doncellas
bailan.
Tres de carne
y tres de plata.
Los sueños de ayer las buscan
pero las tiene abrazadas
un Polifemo de oro.
¡La guitarra!
Federico García Lorca
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Modus vivendi » Publicado em: 09/05/2008 03:05
Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho. Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mãos viris e calmas entreguei;
E meu ceptro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços.
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas, de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
Fernando Pessoa
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Modus vivendi » Publicado em: 09/05/2008 23:05

requebro latino
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Rádio TSF artes » Lido em: 09/05/2008 22:05
A sétima edição da «Monstra» arranca, esta quinta-feira à noite, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. O festival de animação termina a 18 de maio e vai passar por vários espaços da capital.
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Rádio TSF artes » Lido em: 09/05/2008 22:05
Inaugurado esta quinta-feira, o Museu do Oriente abre amanhã as portas à música, com uma peça assinada por Mário Laginha. Desta sexta-feira ate à próxima segunda-feira, no auditório do Museu do Oriente, sempre às 22:00. Mário Dias conversa com Mário Laginha sobre o espetáculo "Trimurti".
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Modus vivendi » Publicado em: 09/05/2008 20:05
O não dito
e já ignorado
que se esconde
à margem
do sentido.
O esquecido
e logo reinventado
que some
entre os tons
da manhã
entretecido.
O que visto,
e logo descartado,
emerge imprevisto
em um grito.
O grafado
mas não compreendido
que se furta à deriva
do vivido.
A brisa
que não comunicada
passa sem querer
ser ouvida.
A paisagem
não litografada,
a enseada
que olhar nenhum revisa.
O olvido
do que sempre arquivado
não guarda mais
lastro dos vivos.
O presente
nunca registrado,
tempo inócuo
que a carne
não cicatriza.
Onda breve
dentre muitas consumada
que se arma
contra todo imperativo.
A fragrância
há muito evaporada,
ave rara
que no ar desfila
intangível.
Uma palavra
que, esquecida,
vive à larga
da folha
que a mantém
cativa.
O mundo
que nos lábios
se deflagra
e morre
em um murmúrio
não em um
estampido.
Rodrigo Petronio
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DivulgandoBD » Publicado em: 09/05/2008 18:05
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Modus vivendi » Publicado em: 09/05/2008 13:05
Existe amor?
Palpável como o dia,
como a matéria com que é feito o objeto
chamado mesa, catedral ou baço
nutrindo em tantas coisas?
Como amar
esta incorpórea substância carnal,
este lampejo de chão no infinito?
Existe amor?
Palpável como a terra?
Debaixo ou sobre a terra, ainda carne,
algum finado saberá do amor,
essa chama votiva a brilhar ainda?
Amou Torquato a Maria? Amou deveras?
Digam-nos os anjos corcundas do além,
a ave agoureira ao céu crucificada,
o revoar de asas na papal coroa.
Amou Torquato a Maria, ainda carne?
Ama Maria a esse pó apenas nome
legado aos filhos como letra morta,
como moeda gasta em mão mendiga?
Chupando um dedo só, o amor se alimenta.
Nauro Machado
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Citador » Publicado em: 09/05/2008 13:05
Os nossos actos transformam-nos; em cada um dos nossos actos se exercem certas forças - enquanto que noutros, não - forças essas que assim são transitoriamente ignoradas; e sempre uma paixão se afirma em detrimento doutras paixões, às quais retira...
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Modus vivendi » Publicado em: 09/05/2008 12:05
Fazer da hora terminada
o tempo decorrido
do livro lido
a folha preenchida
da encosta do morro
a terra revolvida
do grito da criança
o medo possuído
da ilusão da imagem
o reflexo consumado
e
do saber habitado
o vazio da lembrança.
Pedro Du Bois
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 02:05

caminhos menos óbvios
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 01:05
Entristece
a tua tristeza — e canta
(os ombros modulam o vento
modulam a noite
a soberana voz
dos horizontes)
entristece
a tua tristeza
— e canta
Zetho Cunha Gonçalves
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 01:05
Meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarme e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência.
Nauro Machado
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 23:05
Um caminho no sertão
vale uma avenida
e um cavalo, mesmo velho,
um caminhão.
Um banho de enxurrada
vale, assim, a própria vida
num açude ou corredeira pelo chão.
Um aboio de vaqueiro vale um hino,
e o pião de um menino
um avião.
Um chocalho de ovelha
vale um sino
e uma casa, mesmo velha,
a solidão.
Contemplar a natureza vale a pena
um poema vale igual a uma oração.
E o valor daquela estrela imorredoura?
que igreja se compara à manjedoura ?
Luis Manoel Siqueira
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 14:05

mais do que horas de fazer a
toilette...
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 13:05
De cratera em cratera
Erguer
na boca das sementes
A força contida dos vulcões
Corsino Fortes
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Citador » Publicado em: 08/05/2008 13:05
Diariamente criticamos o destino: "Porque foi este homem arrebatado a meio da carreira? E aquele, porque não morre, em vez de prolongar uma velhice tão penosa para ele como para os outros?" Diz-me cá, por favor: o que achas tu...
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Modus vivendi » Publicado em: 08/05/2008 12:05
Venho de Elêusis a inefável
onde o arco de Hélios
Me revelou em sonho o rosto de Perséfone
No relastérion
Essa presença esquiva espero agora
Sem cessar sou jovem
A beleza persigo na terra com ardor
Das coisas feitas apenas sei
O que a um deus
Presságio algum proibe
Das coisas ditas o que a ouro debruam
As paisagens
Enquanto Perséfone escrutina
O trevo e a morte
Vergílio Alberto Vieira
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Modus vivendi » Publicado em: 07/05/2008 03:05
Após o ardor da reconquista
não caíram manás sobre os nossos campos.
E na dura travessia do deserto
Aprendemos que a terra prometida
era aqui.
Ainda aqui e sempre aqui.
Duas ilhas indómitas a desbravar.
O padrão a ser erguido
pela nudez insepulta dos nossos punhos.
Conceição Lima
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Modus vivendi » Publicado em: 07/05/2008 02:05

pintura tradicional
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Modus vivendi » Publicado em: 07/05/2008 00:05
O meu olhar cai sobre ti
como água fresca de Verão
desliza sobre o teu corpo
possuindo-te no abandono
Tudo em ti é fascínio
porque tudo exclusivamente
os cabelos, o brilho dos olhos
os lábios, pétalas rosa
a sombra que desliza dos seios
e o tesouro intímo e mágico
que ocultas tão meigamente
na elevação planetária de deusa
O meu olhar cai sobre ti
perpassando corpo e essência
suave, ternamente, comendo-te
Derivas para dentro de nós
realizas não haver distâncias
quando assim somos encontro
vivendo este morrer e nascer
entre suspiros feitos gemidos
tão loucos tão sentidos
Manuel Martins Gaspar Tomé
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DivulgandoBD » Publicado em: 07/05/2008 00:05

Cheia de simbolismo, a banda desenhada
Também é Viver nasceu pela adaptação literária feita por A. Amaral a uma obra de Marly Ray, sendo os desenhos de Agonia Sampaio. De André Amaral é igualmente a colorização, realizada em
photoshop.Esta banda desenhada, impressa em papel (que tem outra magia, mesmo sendo menos brilhante), integra agora a extensa galeria de BD portuguesa que está a passar, semanalmente, no jornal gratuito Mundo Universitário. A presente foi publicada no MU nº 104, de 28 Abril 08.
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[a barriga de um arquitecto] » Publicado em: 07/05/2008 00:05
Mirrorcities tem um conceito muito simples. Duas pessoas em lados opostos do globo: uma em Tokyo, outra em Lisboa. Um tema em comum e como esse tema é visto por cada uma das autoras em cada uma das suas cidades.
Mirrorcities
Mirrorcities has a very simple concept. Two women in opposite sides of the globe: one in Tokyo, another in Lisbon. One common theme captured by both authors in each of their cities.
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[a barriga de um arquitecto] » Publicado em: 07/05/2008 00:05

Aqui no blog gostamos à brava de Mark Wigley e até sabemos escrever o seu nome. Fica a recomendação para a entrevista que o canal online
0300.TV está a publicar -
link directo (parte 1 de 3). Entre outros temas o co-fundador da Volume fala de como muitas academias se estão a tornar em fotocopiadoras de ensinar e da necessidade de promover uma nova mentalidade na prática da arquitectura.
Mark Wigley é decano da Graduate School of Architecture, Planning and Preservation na Universidade de Columbia em Nova Iorque.
An interview with Mark Wigley (0300.TV)
We really like Mark Wigley. We can even spell his name. So we recommend the interview that 0300.TV is currently presenting online - direct link (part 1 of 3).
Among other matters, the co-founder of Volume Magazine talks about how many academies are becoming teaching copy-machines, addressing the need to promote a new mentality in the realm of architectural thinking.
Mark Wigley is the dean of the Graduate School of Architecture, Planning and Preservation of the University of Columbia, in New York.
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Modus vivendi » Publicado em: 07/05/2008 23:05
Vem, Primavera! Abre o sendal de flores na terra,
Estende o pálio azul no espaço,
lava num beijo o firmamento baço,
traz a magia das luzes e das cores!
Com teus perfumes entontecedores, aromatiza as balsas.
Passo a passo acorda os ninhos
e de teu regaço
lança a mãos plenas rosas, esplendores.
A natureza em júbilo te espera:
aclamando-te os pássaros bisonhos
já se põem a cantar, Mãe da quimera.
E em minh'alma, entre frêmitos risonhos,
em febril disparada,
ó Primavera,
passa a galope o batalhão dos sonhos...
Mário de Lima
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DivulgandoBD » Publicado em: 07/05/2008 23:05
[www.artesideias.com]O folheto com o regulamento completo é disponibilizado na sede do IPJ, Av. da Liberdade, em Lisboa, e no CPAI-Clube Português de Artes e Ideias, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 29-2º, também em Lisboa.
Mas importante mesmo é agarrar numa banda desenhada vossa que tenham lá em casa na gaveta, e levá-la ainda hoje, 12 de Maio, data limite para a inscrição, ao CPAI-Clube Português de Artes e Ideias.
Rápido! Às vezes estas coisas feitas à última hora, acabam por funcionar bem...
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O concurso "Jovens Criadores" é organizado conjuntamente por entidades públicas e privadas: Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto -SEJD, Instituto Português da Juventude -IPJ e Clube Português de Artes e Ideias - CPAI, e tem por finalidade incentivar e promover novos valores das seguintes áreas artísticas:
Artes Plásticas, Banda Desenhada, Ciber Arte, Dança, Design Gráfico, Design de Equipamento, Fotografia, Ilustração, Joalharia, Literatura, Moda, Música e Vídeo.
Resultante da iniciativa haverá selecção de obras e projectos que terão apresentação pública numa Mostra Nacional e, posteriormente, em evento de carácter internacional.
Este ano, por exemplo, os vencedores de 2006 vão ter direito a viajar até Itália. Registo aqui os nomes dos dois distinguidos na banda desenhada: Ana Madureira e Lucas, este último, o João Lucas, também entusiástico fanzinista.
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Citador » Publicado em: 07/05/2008 13:05
Não se deve provocar aversão, pois, mesmo que não se queira, ela adianta-se. Muitos há que odeiam à toa, sem saber como nem porquê. A malevolência antecede o respeito. A irascível é mais eficaz e pronta para o dano que...
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Rádio TSF artes » Lido em: 06/05/2008 07:05
Com «Canção ao lado», o disco de estreia, recentemente editado, o projecto «Deolinda» leva esta quarta-feira os catorze originais do disco ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, às 21:30. Na conversa de Mário Dias com Pedro da Silva Martins (guitarrista, autor e compositor», Mário Dias dá a saber o que é, de facto, «Delinda».
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Rádio TSF artes » Lido em: 06/05/2008 07:05
Esta quarta-feira, há fado tradicional para ouvir no Teatro da Trindade, às 21:30. Raquel Tavares, vencedora do «Prémio Revelação Amália Rodrigues» em 2006 (ano de edição do disco de estreia), apresenta ao vivo «Bairro», o segundo disco. Do novo trabalho e do espectáculo, a fadista falou com Mário Dias.
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Citador » Publicado em: 06/05/2008 03:05
Ter o dom da simpatia. É das coisas que mais se invejam. Tem, como tudo, a sua técnica, mas os efeitos são sempre problemáticos. Há o sujeito amável, como o distante, o inteligente como o mediano, o modesto ou o...
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Modus vivendi » Publicado em: 06/05/2008 02:05

uma presença majestosa
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[a barriga de um arquitecto] » Publicado em: 06/05/2008 00:05

Mundo Perfeito, Fernando Guerra.
Não acredito na objectividade da fotografia. Por mais que muitos tentem apagar as contingências subjectivas da vida quotidiana que contaminam os espaços puros que os arquitectos desenham, uma imagem de um qualquer objecto arquitectónico, ou simplesmente de um objecto, é sempre a imposição de um ponto de vista. De quem fotografa, de quem escolhe o enquadramento, de quem escolhe a luz, o tempo de exposição, o tipo de lente, a máquina. É um olhar que implica uma escolha, ou infinitas escolhas, e é por definição (definitivamente?) subjectivo.
Não acredito no mito do fotógrafo de arquitectura contemplador que acha possível escolher a priori um único olhar sintético que conjugue tudo o que uma obra de arquitectura encerra. A arquitectura depende de inúmeras variáveis, nunca é totalmente apreensível, é infinitamente interpretável. A percepção da arquitectura decorre da conjugação de múltiplos pontos de vista, da reconstituição mental de inúmeros espaços.
I do not believe in the objectiveness of photography. Despite the attempt of many to erase life’s subjective contingencies that contaminate the pure spaces drawn by architects, the image of an architectural object - or of any object - is always the imposition of a point of view. Of the photographer, of the one who chooses the light, time of exposure, type of lens or the camera. Whatever the case, it will always imply a choice or infinite choices and it is by definition (definitely?) subjective.
I do not believe in the myth of the architectural photographer as a contemplative, who thinks it is possible to choose, beforehand, one single synthetic perspective that combines everything a work of architecture encompasses. Architecture depends on many variables, it is never fully apprehended; it is, on the contrary, endlessly interpretable. The perception of architecture stems from the combination of multiple points of view, from the mental reconstitution of numerous spaces.
[Luís Urbano, Comissário da exposição “Mundo perfeito” / Curator of the “Perfect world” exihibit.]


A Exposição «Mundo Perfeito» dá a conhecer o trabalho fotográfico de
Fernando Guerra, assinalando o lançamento do livro com o mesmo nome. Projectos realizados em território nacional ou por arquitectos portugueses no estrangeiro, passam por aqui algumas das melhores obras de arquitectura portuguesa contemporânea.
Poucas áreas da fotografia se debatem tanto com a busca da «verdade» como o caso da arquitectura. Como se ao fotógrafo fosse exigido um olhar neutro, sem mise-en-scène, uma super-visão absoluta da obra. Discussão em torno de um impossível: a imagem encerrará sempre a representação do espaço, sempre um subjectivo. Em Fernando Guerra a fotografia é um trabalho exaustivo de procura da abstracção por detrás da arquitectura; gesto que se revela por vezes mais fiel à visão de autor do que à realidade da obra. As viagens que nos oferece vão além do espaço material, penetrando no mundo das ideias, dos conceitos, dos conteúdos. Mais do que dar a conhecer, a sua fotografia convida a descobrir.
O livro «Mundo Perfeito» pode ser adquirido nas principais livrarias ou encomendado directamente no sítio web de Fernando Guerra:
Últimas Reportagens. A exposição estará patente na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto até ao dia 6 de Junho.
Perfect World –exhibition and book
«Perfect World» presents the architectural photography of Fernando Guerra, featuring selected works of Portuguese contemporary architecture.