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02.07.2009  06:55
Aqui fui Clarisse no Chão de Oliva
Uma jovem mulher prepara-se para levar os seus dois filhos à escola: é dia de récita. As crianças, vestidas de duendes, brincam, aos pulos, na cama. Clarisse, a Mãe, está vestida de fada, pronta para participar naquele momento de fantasia.
Lembra-se então de que, antes de sair de casa, terá de colocar os sacos de lixo no contentor. Ei-la, vestida de ser mágico, a cumprir as rotinas diárias dos pobres mortais. Clarisse dirá “Até já” aos filhos, enquanto fecha a porta do apartamento, desconhecendo que será, para sempre: “até sempre” - e que, quando pisar a rua de alcatrão saindo do empedrado do passeio, estará, de facto, a passar uma fronteira: a daquilo a que chamamos de vida, para aquilo a que nos habituámos a chamar de morte.
Debruçando-se sobre a impermanência e o efémero, a fragilidade das nossas convicções acerca da vida, construídas por sucessões de hábitos e de rotinas, AQUI FUI: CLARISSE. é um poema onírico que se instaura cenicamente através do diálogo entre a música, o canto, a representação e os universos sonoros e visuais, guiado por Adaíl – Aquele que mostra o Caminho – no momento do inesperado passamento de Clarisse - cuja consciência atravessará os estádios de estranheza – do espaço e do tempo – de negação, de talvez discernimento, de interrogação, de recordação, de apego e hesitação - até à aceitação da sua morte física.
Da autoria de Gisela Cañamero, a proposta dramaturgica é ancorada nos pressupostos de um dos principais intérpretes do budismo tibetano no ocidente, Soyal Rinpoche, e, poeticamente tocada pelos universos de Clarice Lispector, David-Mourão Ferreira, Ruy Belo ou de António Franco Alexandre.
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30.06.2009  11:23
TapaFuros estreiam A Tempestade na Regaleira
A peça de William Shakespeare A Tempestade começa já no próximo dia 2 de Julho, ás 22 horas.
"Convidamos a embarcar rumo a ilha perdida em cabo atlântico, finistérreo, frondoso... a Regaleira transformada em cenário único nesta terra, para a função que Próspero nos prepara e oferece: O espectáculo do homem face à natureza, a impotência daquele face à grande Mão. Igualmente o compêndio das fraquezas humanas, o descalabro moral em terras de ninguém, longe do olhar que julga e condena. A magia está no ar, correndo célere entre o arvoredo, as ondas, os cumes rochosos. Surpreende os meros mortais, altera-lhes os passos, desvenda caminhos que nunca poderiam ser imaginados.
Próspero é o mestre-de-cerimónias nesta noite. A todos nos apresentará, para grande deleite, uma tempestade jamais vista, um grande teatro do Mundo. Saibamos ver e ouvir o que tem para nos mostrar e dizer. E não tenhamos ilusões de que tudo é verdadeiro, como só o Teatro o pode ser. Que A Tempestade comece!"
A Tempestade de William Shakespeare. Ficha Artística/Técnica Texto: William Shakespeare Tradução: Fátima Vieira Encenação: Rui Mário Direcção de Actores: Samuel Saraiva Música Original: Pedro Hilário
Interpretação: Filipe Araújo, Filipe Costa, Filipa Duarte, Flávio Tomé, Mário Trigo, Olavo Silva, Rute Lizardo, Samuel Saraiva Operação de Luz: Fábio Ventura Montagem: David Severino, Marco Silvestre
Figurinos/Adereços: Flávio Tomé Designer: Pedro Marques Fotografia: Sérgio Santos Contabilidade: Operspecial Lda Produção executiva: Raquel Belchior Direcção de Produção: Marco Martin
A partir desta data as sessões serão de Quinta a Domingo. A peça estará na Quinta da Regaleira até ao dia 13 de Setembro de 2009. Quintas, Sextas e Sábados as 22 horas. Aos Domingos haverá sessão ás 21 horas.
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29.06.2009  07:56
Unesco avalia Sintra
A Unesco solicitou ao Estado português uma missão para avaliar no terreno o património cultural de Sintra classificado como Património da Humanidade.Na reunião de 28 de Junho hoje do comité da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a decorrer em Sevilha, foi solicitado ao Estado português que convide o Centro Património Mundial desta organização a visitar a zona classificada de Sintra.
Esta missão deverá ser constituída por membros de duas entidades consultivas: o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
A Portugal foi ainda solicitado, nessa reunião, um relatório para ser enviado até Fevereiro do próximo ano à organização, defendendo a Unesco uma "maior coordenação entre as entidades que gerem a paisagem património mundial de Sintra". (Fonte: PÚBLICO)
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27.06.2009  08:46
Os 100 anos dos Paços do Concelho de Sintra

Até 1909 funcionou a Casa da Câmara de Sintra no edifício onde hoje se localiza o Museu do Brinquedo,na Vila.Foi em 25 de Novembro de 1903 que o então presidente,Dr Virgílio Horta ,propôs, e a câmara aprovou,a construção de um novo edifício,bem como da cadeia comarcã e matadouro,nos terrenos anexos á capela da Quinta de S.Sebastião,propriedade municipal,tendo para tanto sido contraído um empréstimo de 34 contos junto do então Crédito Predial Português.Como sempre,em todos os tempos,muitos a tal localização se opuseram.Contudo a obra avançou,tendo o projecto sido entregue ao arquitecto Adães Bermudes,que elaborou um projecto romântico de gosto neo-manuelino,com uma torre de remates piramidais,corpo principal com "loggia" e claustrim neo-romântico no pátio central.O projecto ficou em 16 contos,e a obra,entregue a Tolentino da Costa,construtor de Lisboa,outros 16.
Ali se instalariam por muitos anos a Câmara,Conservatória e Tribunal,tendo a solene inauguração ocorrido a 21 de Junho de 1909.Para muitos,um edifício tardio,para outros bebendo nas fontes do Palácio da Vila,aí contínua ainda hoje,sendo quase sempre a primeira fotografia que os turistas tiram á chegada a Sintra.Ah,e com um pormenor contemporâneo de interesse:sendo o actual presidente adepto das águias,todos os dias tem de passar pelo leão!...
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26.06.2009  09:00
Belo e Monstro
Como todas as figuras icónicas destinadas a marcar gerações,à semelhança de James Dean,Marilyn,Elvis ou John Lennon, Michael Jackson partiu envolto em sucesso, mas também num universo inquietante de fobias, pulsões mal explicadas e excentricidade.Como só a uma pop star é permitido.Uma pequena homenagem através duma das músicas que marcaram os anos 80 e todos nós.
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25.06.2009  14:24
António Monginho
Faleceu recentemente em Sintra o poeta António Monginho.Monginho, companheiro de gerações de poetas, de timbre surrealista, era uma figura conhecida da Portela de Sintra, onde todos os dias circulava com jornais e cigarrilhas sucessivas, óculos graduados e andar descomposto, para o fim já trémulo e inseguro.Todos os dias o via, e sem nunca lhe ter falado mais do que o trivial, sentia-se que aquele corpo envelhecido e aquela voz quente que não enganava a ascendencia alentejana, era um devorador de livros, um peripatético dos cafés e fantasma das tertúlias desaparecidas, ainda sobrevivente nesta Portela de Sintra descaracterizada e suburbana.
Já lhe tinha dado pela falta, no ritual matinal da compra dos jornais no quiosque, ou na bica no café do Jacinto.
Era um solitário compulsivo numa cidade trucidante.
A OBRA
António Monginho nasceu em Évora, em 1925. Chegado a Lisboa, após a II Guerra Mundial, conviveu com pintores, músicos e escritores. Foi sócio e director do Cinema Clube Imagem. Em meados da década de 50 frequentou diversas tertúlias, como as do grupo surrealista do "Café Gelo", as do "Café Chiado" e de "A Brasileira do Rossio".Reformou-se em 1985 da Administração Pública. Viveu em sete lugares: Évora, Lisboa,Almada, Queluz, Faro, Barreiro e Sintra, onde presentemente residia.Em 1980 publicou o seu primeiro livro de poesia: "Das Sete Cidades". Seguiram-se "Entre o Vento e o Orvalho" (mesmo ano), "Tudo o que Me Dói" (1981), "As Palavras Antropófagas" (1987), "O Rio à Beira de um Homem" (1991) e "A Sombra e o Desejo" (1995).
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25.06.2009  08:59
Vergílio Ferreira em Sintra
Veraneante em Fontanelas, Vergílio Ferreira evoca estas paragens na sua obra, nomeadamente na obra Até Ao Fim.Eis um extrato,num registo claramente vergiliano:
"Logo que amanheça. Logo que se cumpra o ritual da morte. Tomarei banho, lustral e novo. Ou no terraço da moradia das Azenhas, olhar o sol, respirar fundo o aroma do sem fim." Ou então, estendendo o olhar pelo recortado da costa: " para norte, vejo núcleos de luzes à beira-mar. Magoito, talvez, mais longe luzes indecisas, Ericeira? aguentam a vigília da noite que finda." mas, de quando em quando, vem a presença augusta da serra, ao longe, cheia de formas e nevoeiros: "Para nascente, parece-me, uma ilusão insinuada difusa. na linha da serra, linear o perfil do palácio, um galo cantou no impossível."

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23.06.2009  09:27
Património Mundial
Por estes dias vai ser discutido em Sevilha o estado do Património Mundial de Sintra.O qual, compulsados os documentos de 2006 da ultima visita do World Heritage Comitee se afigura ter andado a passo de caracol, quer nos calendários, quer nos objectivos preconizados.Fiquemos atentos.Algumas questões estão em meu entender por resolver
- a falta de coincidência da zona de paisagem cultural nos vários instrumentos de ordenamento do território que se sobrepõe em Sintra
- a clara ausência duma task force, como recomendado, independente e célere
-a manutenção dos riscos da pressão urbana, com a delonga na revisão do Plano de Groer e do PDM.
Novas abordagens, velhos problemas
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21.06.2009  06:29
Solstício de Verão
Celebra-se hoje o Solstício de Verão.De Stonhehenge a Machu Pichu adoradores do Sol assinalarão a chegada oficial do Verão, num ritual de celebrações que nasceu de velhas superstições ligadas á fertilidade e à sorte nas colheitas em tempos primitivos.
Assinale-se também que 2009 é o Ano Internacional da Astronomia.A esse propósito aqui fica um video promocional e o convite ao aprofundamento do tema,sempre interessante e enigmático.A Alagamares no Outono irá dedicar um evento a este tema.
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19.06.2009  20:32
Destruição de livros
Verificando-se que editoras nacionais estão a proceder à desativação comercial dos livros não esgotados mediante a sua destruição, e que esta hipótese é igualmente contemplada pela editora do Estado português, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO considera
isto um escandaloso crime de lesa-património, que vai fazer desaparecer muitos milhares de volumes preciosos da nossa cultura que, apesar do seu valor, não tiveram sucesso comercial junto do grande público.
Perante esta situação, o MIL apela a todos os cidadãos que assinem esta petição, exigindo que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos. Para tanto, os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional.
Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma ótima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.
PARA ASSINAR:

http://www.gopetition.com/online/28707.html
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