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25.07.2008  09:15
Acesso à Praia da Aguda
Está a tornar-se prática recorrente do ICNB resolver os problemas com base na simples proibição em vez de executar os trabalhos que se impõe.Foi assim com o miradouro das Azenhas do Mar e assim está a ser com os acessos da Praia da Aguda.Mau estado? Arranjar? Não,fecha-se e pronto!
Há que fazer um esforço e fazer as obras que se impõe e devolver aos utentes o acesso,com mais vigilância e obras de manutenção regulares igualmente.

As escadas de acesso à praia precisam de obras,mas em vez de se avançar para as mesmas interdita-se a praia "sine die".
Sabendo-se como toda a orla costeira está instável,devido ás construções e avanço do mar,bem como pelo excesso de circulação automóvel e a falta de obras de conservação e consolidação,caminhamos para uma espécie de ground zero do litoral sintrense,onde os POOC só servem para proíbir.Não poderiam retirar-se dividendos ao nível de parcerias público-privadas destinando verbas oriundas das receitas com as concessões e licenciamentos com vista a obras urgentes na área da conservação do litoral?
Numa altura em que se pretende cobrar taxas para aceder ás áreas protegidas estas não deveriam oferecer um motivo para tal pagamento-o estarem efectivamente protegidas!??
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18.07.2008  11:09
A reposição da Cruz Alta
Vai amanhã ser reposta uma réplica do cruzeiro da Cruz Alta,no Parque da Pena,e como tal é de saudar a Parques de Sintra Monte da Lua por tal facto.O monumento, destruído em 1997 por um relâmpago, volta ao local de origem, no Parque da Pena.
Segundo o Alvor de Sintra,o novo símbolo, uma réplica construída a partir das formas da original, num bloco de calcário único, tem 3,5 metros de altura, 1,5 metros de largura e um peso aproximado de 1 700 quilos. Numa primeira operação, a peça foi reconstituída a partir dos fragmentos existentes, ,e,a partir da reconstituição, foi executada uma réplica semelhante à peça que foi destruída,a qual já não era a peça original mandada edificar por D. João III, por volta de 1522, mas sim uma réplica colocada por D. Fernando II, após aquela ter sido destruída por um temporal. Em data não conhecida, foi reforçada por uma estrutura em ferro, desaconselhável num ponto alto e provável causa da destruição de 1997.A recuperação do circuito de visita à Cruz Alta, que envolveu também a poda das árvores que impediam as vistas do local, é também inaugurada no sábado.
A Alagamares regozija-se com este facto,esperando que o mesmo suceda noutros pontos do Parque,e cá estará atenta ao estado do património.
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17.07.2008  09:01
Peça de Miguel Real nas ruínas do Carmo
Durante os meses de Julho e Agosto, o Teatro Nacional, em parceria com o Turismo de Portugal, apresenta uma oferta cultural diversificada em vários espaços espalhados pela cidade de Lisboa. "Outros Palcos", de 18 Julho a 16 de Agosto.
Nas Ruínas do Carmo, lugar histórico que protagonizou, durante o 25 de Abril, um momento chave na libertação do País, o público verá "Vieira - O Céu na Terra", um espectáculo com que o TNDM II homenageia o pregador religioso português mais famoso de sempre, no ano em que se assinala o quarto centenário do seu nascimento (1608-1697).
Escrita por Miguel Real e Filomena Oliveira (autores recentemente contemplados com o Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto), a peça celebra um homem que se repartiu por muitas actividades - foi missionário, diplomata, político, orador, profeta, escritor, nacionalista - , e que, acima de tudo, compreendeu o sentido da palavra "tolerância".
As suas viagens como diplomata, as perseguições da Inquisição, a luta pelos desfavorecidos e a defesa, para Portugal, do advento do Quinto Império, são retratados na peça, cuja acção termina em 1656, data da morte do protector de Vieira, D. João IV.
Uma sugestão da Alagamares.
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15.07.2008  11:05
As Quintas da Fonte de Sintra

Sintra também tem as suas Quintas da Fonte espalhadas de forma latente por esse vasto território suburbano.Pendão,Campinas,Casal de Cambra,Pego Longo,Bela Vista,Mira Sintra são só alguns dos espaços onde o ex-INH construíu ghetos ditos realojamentos que hoje demonstram a sua falência:famílias desenraízadas,imigrantes clandestinos,espaço público desleixado e grafitado,onde filhos dum Deus menor campeiam nas suas lógicas de grupo deambulando e vandalizando automóveis,perturbando quem viaja na linha de Sintra,desempregados de longa duração com culturas desviantes.
Os banlieu de Paris podem chegar a Sintra e a comunidade só pode reagir não com espirito securitário mas com reforço das políticas de integração activas.
Políticas como as que a União Europeia tem desenvolvido através dos programas URBAN,que ,identificando zonas-problema apostem em iniciativas locais de emprego,qualifiquem os moradores usando aqueles mais motivados para prestar serviços culturais e sociais aos demais,numa lógica de igualdade e qualificação permanente,investindo na educação e no ensino,na recuperação dos toxicodependentes e desenvolvendo um conceito de governança urbana extirpada de conceitos xenófobos ou racistas,tudo precedido,caso a caso,por um trabalho sério de auditoria urbana que identifique os pontos fortes e fracos dos problemas.
No passado realojou-se de forma massificada e para a estatística,hoje o modelo está gasto e errado,e só envolvendo os causadores dos problemas como parte da solução se poderá fazer do suburbio Cidade.
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11.07.2008  11:18
Pintores em Sintra:Mily Possoz
Filha de pais belgas, Mily Possoz nasce em Lisboa a 4 de Dezembro de 1888. Após estudos de pintura com Emília Santos Braga e com o aguarelista espanhol Enrique Casanova, em 1905 parte para Paris, onde estuda na Académie de La Grande Chaumière. Finda esta primeira estada parisiense, viaja pela França, Bélgica, Alemanha e Holanda, desenvolvendo estudos de gravura, nomeadamente em Bruxelas e Düsseldorf. De regresso a Portugal, em 1909 começa a integrar as exposições colectivas dos modernistas e a organizar exposições individuais do seu trabalho.
Nos anos 20 inicia colaboração com a imprensa, nomeadamente com a ABC e a Athena, trabalhando como ilustradora,
A gravura será, aliás, a via que mais explorará como artista, sobretudo durante os anos em que se encontra fora de Portugal. Com efeito, na segunda estada parisiense, iniciada nos anos vinte, tornar-se-á membro activo da sociedade Jeune Gravure Contemporaine, criada nessa cidade em 1929. Amiga do artista japonês Tsuguharu Foujita (1886-1968 ) , com ele estabelecerá alguns jogos plásticos, evidentes em algumas das suas litogravuras e pontas-secas. Influenciada portanto pela estética depurada da gravura japonesa, mas não escamoteando outras correntes a que vai também claramente beber, como o surrealismo, a obra de Mily Possoz sintetiza várias gramáticas que ela serve com um gesto poderoso, seguro, certeiro.
Em 1937, a sua participação na exposição de Gravura Francesa, realizada em Cleveland, nos Estados Unidos, garante-lhe a medalha de ouro e a aquisição de obras suas para o Museu de Cleveland. Nesse mesmo ano regressa a Portugal.
Em 1940, encontramo-la entre o vasto leque de artistas modernistas convidados para a decoração dos pavilhões da Exposição do Mundo Português. Ainda nesse ano, com a criação pelo SNI dos Bailados Verde-Gaio, Bailados Portugueses, colabora como figurinista.
No decorrer dos 40, muda-se para Sintra, onde passa a viver, dedicando-se então sobretudo à pintura a óleo, elegendo essa paisagem como motivo preferencial, e à aguarela que exercita sobretudo no retrato. Será também nessas paragens que, em 1957, conhecerá o coleccionador de arte Machaz, que lhe encomenda vários quadros para a decoração do Hotel Tivoli. Em 1956, colabora também com a Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses — Gravura.
Morre a 17 de Junho de 1967.Raquel Henriques da Silva escreveu sobre ela,e alguns temas de Sintra podem ainda ser vistos em sites na net,numa perspectiva modernista e surrealista por vezes.Uma figura a recordar

Mily Possoz por Eduardo Nobre


Sintra por Mily Possoz
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09.07.2008  08:51
A directiva do retorno
Foi aprovada no dia 18 de Junho passado, a"directiva do retorno" de imigrantes ilegais, matéria sobre a qual o PE legisla em pé de igualdade com o ConselhoA chamada "directiva do retorno" estabelece normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular.
A proposta inicial, apresentada pela Comissão Europeia, visa promover o regresso voluntário, estabelecendo que um prazo para a partida deve ser normalmente concedido ao imigrante ilegal. A proposta estabelece um procedimento harmonizado em duas fases: uma decisão de regresso numa primeira fase e, se o imigrante ilegal em causa não regressar de forma voluntária, uma medida de afastamento numa segunda. A prisão preventiva só será utilizada se for necessária para prevenir o risco de fuga e se não for suficiente a aplicação de medidas coercivas menos severas. As razões para manter o imigrante ilegal em prisão preventiva deverão ser regularmente reapreciadas por uma autoridade judicial.
Em Portugal, a detenção de um cidadão estrangeiro em situação ilegal não pode exceder 60 dias, de acordo com o artigo 146°, n°3 da Lei nº 23/2007 Segundo a proposta de directiva inicial da Comissão Europeia a prisão preventiva poderia ser prorrogada pelas autoridades judiciais por um período máximo de seis meses.
Em Setembro do ano passado, a Comissão das Liberdades Cívicas do PE aprovou um relatório, elaborado pelo eurodeputado alemão Manfred WEBER (PPE/DE), que estabelecia que os Estados-Membros deveriam prever um período de três meses, podendo reduzir este período ou prolongá-lo até dezoito meses, em circunstâncias especiais.
O período para a partida voluntária deverá situar-se, de acordo com este compromisso, entre sete e trinta dias. Em Portugal é entre dez e vinte dias, segundo o artigo 138° da lei da imigração.
Quanto à interdição de readmissão na UE, não deverá exceder cinco anos.Sendo a Europa um espaço demográficamente envelhecido e prevendo a OCDE que nas próximas décadas serão necessários alguns milhões de braços para manter os níveis de desempenho das economias,será correcta tal posição de desconfiança?Paradoxo dos paradoxos:a Europa da livre circulação para os seus barrica-se contra uma realidade que forçosamente terá de admitir.Terá sido esta a melhor maneira que a UE encontrou para assinalar o Ano Europeu do Diálogo Multicultural?
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08.07.2008  05:44
Do Gama a Hokkaido

Passam hoje 511 anos que Vasco da Gama zarpou de Lisboa naquilo que constituiria a primeira tentativa de globalização da História,ao chegar quase um ano depois ás praias do Malabar.Cinco séculos depois os líderes do mundo que Vasco da Gama aproximou não conseguem andar sequer à bolina numa nau alterosa onde a crise petrolífera e alimentar,as alterações do clima e a desregulamentação internacional criam novos Adamastores,estes bem mais perigosos.Navegar é preciso!...e capitães da nau também.
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02.07.2008  09:57
Sofrer na Vila no Verão
Andar na Vila Velha tem os contrastes entre o bucolismo desejado e as maleitas do costume.A saber:
-o estacionamento que não existe mas que deveria ser travado logo antes dos Paços do Concelho.Quem vai lá fora sabe que em centros históricos nunca se levam os carros para o pé da porta.É impopular entre nós, mas necessário,para devolver os espaços aos utentes e reduzir a poluição atmosférica em redor dos monumentos.
-a falta de conservação de muitos edifícios-Hotel Netto,o telhado do Café Paris(monumento á incúria enquanto no dito Café se praticam preços de Paris...)a casa "entrapada" na Volta do Duche,ou o Bristol que ameaça ficar assim vários anos.São situações que deixam os turistas atónitos lamentando que um local paradisíaco como Sintra apresente estas mazelas,sintoma de incúria e desleixo de públicos e privados.
-o mamarracho da esplanada do Hockey Café em domínio público.
-a falta de sinalética em inglês sobre os monumentos ou o local da paragem dos autocarros para o Castelo dos Mouros ou a Pena.
Há que criar uma task force para a Vila com urgência,pois muitas das situações relatadas já são recorrentes e não são compatíveis com o estatuto de Património Mundial e não é um instrumento do tipo do Plano de Groer que tem resposta para estas situações.Reveja-se o Elucidário Arquitectónico,elabore-se com urgência um Plano de Salvaguarda e já que foi criada a SRU atribua-se a esta entidade compências de licenciamento,posse administrativa,capacidade de negociar parcerias e apoios no âmbito do mecenato para que a Vila seja aquela sala de visitas que a todos encanta.Já agora:sendo os hóteis os principais beneficiários na vinda de turistas para visita aos monumentos e centros históricos,porque não serem estes chamados a contribuir com uma taxa equitativa para um Fundo de Reabilitação,a par com as empresas de transportes,o IGESPAR,a PSML ?
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28.06.2008  12:47
Visita á Expo 2008 em Saragoça

Com enfoque no tema da Água,decorre até 15 de Setembro em Saragoça,Espanha,a Expo 2008 e a Alagamares vai fazer uma visita.
Data: de 7 a 11 Setembro 2008 – 5 dias,4 noites .Alojamento no NH Logroño em Logroño
Preço por pessoa em quarto duplo: EUR 355.00
Preço por pessoa em quarto individual: EUR 515.00
Este preço inclui: passagem de autocarro Galamares/Logroño/Expo Saragoça/Logroño/Galamares, estadia de 04 noites no hotel mencionado em quartos standard em regime de alojamento e pequeno almoço, seguro básico de viagem, e despesas de reserva. Recolha e largada de participantes em Galamares, Sintra /Portela e Campo Grande
Não inclui as entradas pois há 02 tipos de entradas diferentes – preços por pessoa
* só entrada por 3 dias: EUR 65.00
* entrada + telecabine por 3 dias: EUR 76.00 –(a telecabine é um teleférico que vai desde a estação intermodal Delicias da AVE e da paragem de autocarros até à EXPO).
Reservas:918343698 ou info@lagamares.net. 50% até 25 de Julho e 50% até 15 de Agosto.
Não inclui:
Serviços não mencionados e despesas de carácter pessoais;
Despesas não mencionadas expressamente como incluídas.
Visitas opcionais

Hotel NH Logroño
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25.06.2008  09:57
Centro Histórico e Plano de Groer
Foi aprovada pelo executivo da CMS a criação duma Sociedade de Reabilitação Urbana para a zona do Centro Histórico de Sintra,com funções de licenciamento,expropriação,demolições etc,que no essencial assumirá as competências dos serviços do PCH agora extinto pela última revisão do Regulamento dos Serviços Municipais.
Afigura-se deixar algumas ideias pessoais sobre o que pode e deve(ou não) fazer essa nova estrutura.
Primeiro,deve ser operacional e pró-activo ,sob pena de ser mais uma duplicação de esforços e de funcionários.
Segundo,deve ter como prioridade a obtenção dum quadro de actuação jurídico-urbanístico que passe pela revisão do velhinho Plano de Groer,de 1949,que se teve até hoje a virtualidade de estancar a descaracterização do Centro Histórico(quando foi usado,veja-se o Hotel Tivoli...) também tem sido o responsável por falta de soluções adequadas e claras para os dias de hoje(veja-se o caso da Pensão Bristol ou da Gandarinha).Porque nunca houve o arrojo de mexer num instrumento que sendo vanguardista no seu tempo deixa muitas frestas de interpretação e aplicação nos dias de hoje,sob pena de ser mais um instrumento de bloqueio que um código de conduta dinâmico e propulsor do desenvolvimento?
Terceiro,deve evitar-se a sobreposição ou dispersão com outras entidades(Parques de Sintra-Monte da Lua,IGESPAR,entre outras).
Em quarto,para já,deve retomar a actualização e respeito pelo Elucidário Arquitectónico em boa hora feito na CMS há um bom par de anos.
E deve sobretudo procurar soluções justas e expeditas para o problema da revitalização dum espaço marcado por desertificação da população,hoje pouco mais de 300 pessoas,idosas e sem recursos para reabilitar,ultrapassando as panaceias do CORESINTRA e RECRIA de insuficiente actuação e alcance.
Se nada disto for mexido,então não valerá muito a pena.E importante será que a revisão do Plano seja precedida da suspensão que congele até novo enquadramento e desde que seja determinada a sua revisão ou substituição, as propostas urbanísticas pendentes mais polémicas da sua área de intervenção,sob pena de se tornar inútil e semântico,acolhendo os contributos de técnicos,autarcas,forças sociais ,moradores e agentes económicos.A ver vamos.
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