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A Alagamares a PLNGEST (Penha Longa Norte) (www.plngest.com) e a Associação de Desporto de Aventura Desnível (www.adesnivel.pt) promovem a 15 de Agosto próximo uma actividade conjunta que vai realçar as principais características das três associações, evidenciando uma pequena amostra do que podem ser as dificuldades do montanhismo, com um pouco de cultura e conhecimento do local, em caminhada que irá passar pelo Tholos do Monge e pelo Convento dos Capuchos, Sintra.
Em época de calor intenso, uma proposta pois de passeio “fresquinho”, traduzir-se-á numa
actividade circular, com início e fim na Barragem do Rio da Mula, a partir da qual se irá
ter ter um “cheirinho” de montanhismo, subindo em zonas de declive acentuado e piso
muito irregular os cerca de 1500 metros, com 200 metros de desnível, que irão levar até
à estrada que faz a ligação à Malveira da Serra, donde se seguirá para o Monge, Capuchos
e de volta à barragem, seguindo por alguns troços de estrada mas principalmente por
caminhos pouco utilizados, quase sempre por zonas sombrias, de vegetação exuberante e
variada, características dos bosques da Serra de Sintra, desfrutando nalguns troços de
espectacular vista sobre o mar. Num circuito de cerca de 12km e duração de cerca de 4
horas, tem dificuldade técnica e física média.
HORA E LOCAL DE ENCONTRO: às 9h15m junto às escadas do paredão da barragem do rio da Mula (Atenção: a circulação automóvel na zona da barragem faz-se
em sentido único, entrando pelo lado direito, no entanto o sinal é pequeno e
pouco visível. Do lado de baixo do paredão há uma zona ampla, de terra
batida, onde se pode estacionar.)
-RECOMENDAÇÕES: UTILIZAR CALÇAS RESISTENTES AO MATO E BOTAS DE CAMINHADA
(sola semi-rígida), BASTÕES DE CAMINHADA, BONÉ E PROTECTOR SOLAR, LEVAR
ALGUMA COMIDA (fruta, barras de cereais, etc.) E ÁGUA (Recomenda-se 1,5 L no
mínimo). ATENÇÃO: Por motivos de segurança a Organização pode recusar a
participação de quem não se apresentar com calçado adequado ao tipo de piso
e nível de dificuldade da actividade.
COMO CHEGAR: pelo IC19, seguir para Sintra, depois da subida de Ranholas, na rotunda do Ramalhão, seguir pela esquerda dos Viveiros em direcção a Cascais, virar depois à direita seguindo as indicações Penha Longa, Lagoa Azul.
Passando a Lagoa Azul e antes da Malveira há uma placa de cimento indicando o desvio à direita para a barragem do rio da Mula.
Pela A5, sair no final da auto-estrada para a Malveira da Serra, chegando a esta virar à direita e pouco depois à esquerda, seguir as indicações para a Lagoa Azul, antes desta há uma placa em cimento indicando o desvio à esquerda para a barragem da Mula.
INSCRIÇÕES: Até 10 de Agosto, sujeitas a confirmação, através de e-mail para
info@alagamares.net ou contacto através do telemóvel 917828398, indicando nome completo,
data de nascimento, nº do B.I. e telefone para contacto.
Devido a questões ambientais, logísticas e de segurança o número de participantes encontra-se limitado a 30. A actividade encontra-se condicionada pelas condições climatéricas da altura (dadas as características do terreno, não se poderá realizar o passeio se houver previsão de trovoadas).
Preços: Sócios da Alagamares e das outras associações participantes – 3,00 euros.
Não Sócios – 4,00 euros. Este valor inclui seguro e enquadramento técnico da actividade.
Titulares de seguro (a comprovar no acto de inscrição) - 2,00 euro.
Foto da barragem do rio da Mula
INFORMAÇÃO ADICIONAL SOBRE O THOLOS DO MONGE
Situado num dos cumes mais elevados da Serra de Sintra, a 488 m de altitude, junto ao
marco geodésico do Monge. Era constituído por uma câmara com 4,5 m de diâmetro e paredes
formadas por pedras desiguais dispostas horizontalmente, com 1,90 m de altura. Do tholos
faziam ainda parte um corredor e um vestíbulo, mas hoje apenas restam vestígios da
câmara. Data do Calcolítico e o seu espólio, constituído por cerâmica grosseira,
executada sem o recurso à roda de oleiro, e silexes encontra-se depositado no Museu dos
Serviços Geológicos de Portugal. Foi explorado pelo geólogo Carlos Ribeiro na década de
80 do século XIX.
Classificado MN por Desp. do Ministro da Cultura de 17 de Junho de 1996.
SOBRE O CONVENTO DOS CAPUCHOS
Este convento foi mandado construir em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de
Estado de D. Sebastião e vedor da Fazenda, em resultado do cumprimento de um voto de seu
pai, D. João de Castro, o quarto vice-rei da Índia, num sitio isolado e inóspito, cujas
condições naturais devem ter tido uma forte influência na escolha da localização do
convento aquando da sua fundação.
O convento capucho de Sintra é um dos múltiplos exemplos da
religiosidade pietista do século XVI em Portugal. A Ordem dos Capuchos foi fundada em
Espanha por frei João de Guadalupe, em finais do século XV.
O convento serrano de Sintra ficou famoso pelo extremo
da sua pobreza, seja a da construção, seja a das próprias condições de vida. A portaria
do convento, um simples telheiro com tecto e traves de madeira forradas de cortiça, de
imediato elucidam acerca da pobreza e do rigorismo ascético que orientaram esta
construção rústica e primitiva. A igrejinha, o refeitório, os corpos de habitação
rasgam-se por entre as fragas, acentuando as intenções de meditação inerentes ao projecto.
A VEGETAÇÃO DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
É importante sublinhar que a paisagem moderna apresenta uma imagem completamente
diferente daquela do tempo dos frades. A cobertura natural que hoje aparece tão espessa
deve-se a políticas de gestão florestal de meados do século XIX. O local era muito mais
aberto e ensolarado, como pode ser visto nas gravuras contemporâneas à ocupação dos
frades. Fora da cerca do convento os terrenos eram cultivados e também se praticava a
pastorícia. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos e aos altos dos penedos.
A mata do convento, com
os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, beneficiou seguramente do carinho e
protecção dos religiosos. Será intrigante reflectir sobre as razões que permitiram a
sobrevivência desta comunidade de plantas até aos nossos dias e comparar as ideologias
franciscanas sobre o ambiente vegetal e animal com os conceitos modernos de conservação
da natureza.
Tendo sobrevivido até aos nossos dias, constitui talvez o mais representativo testemunho
e a mais bem conservada relíquia da floresta primitiva da serra de Sintra.
Basicamente, é constituída
por uma formação arbórea submediterrânica dominada por carvalhos caducifólios, com
elementos do maquis mediterrânico no subcoberto e grande profusão de fetos, musgos e
plantas epífitas e trepadeiras que tudo envolvem e recobrem num denso emaranhado vegetal.
Devido ao
seu ambiente húmido, fresco e sombrio, tem esta mata resistido aos incêndios que
ciclicamente devastam a serra de Sintra, mas que gradualmente têm vindo a penetrar no seu
subcoberto, afectando os estratos inferiores com o consequente empobrecimento da sua
vegetação. Destacam-se ainda, como exemplares isolados cultivados pelo Homem, o frondoso
plátano que cobre o adro do convento, o velho freixo do pátio de entrada e alguns
exemplares de buxo, de porte invulgar, que marginam os caminhos.
Na mata encontram-se ainda alguns exemplares de cedros e sequóias. Verificam-se ainda
pitósporos, uma das infestantes exóticas de origem australiana que têm invadido a serra
de Sintra.
Pela sua raridade, estado de conservação, porte notável de muitos exemplares e carácter
relitico, constitui esta mata um importante valor natural, cultural e científico que urge
recuperar e salvaguardar.
LENDA DO CONVENTO DE SANTA MARIA DOS CAPUCHOS
Um dos habitantes do Convento de Santa Cruz ou dos Capuchos, foi Frei Honório, homem de
muita fé e de grandes virtudes. Muito estimado e respeitado dos habitantes daquelas
redondezas, ali viveu durante 30 anos, sofrendo dolorosa e resignada penitência. Seu
corpo jaz na Igreja daquele curioso convento.
Diz-se que certa vez, Frei Honório encontrou pelos campos uma linda rapariga, "para quem
não olhou", mas que o forçou a fazer algo. Exigia-lhe que a confessasse, o virtuoso
monge, naquele ermo não tinha confessionário, e sem querer fixar a pequena, mandou-a para
o convento em procura de outro confessor, a bela de moçoila não se conformou com a
resposta e insistiu com o bom religioso, rubro como um tomate, a suar em bico - isto
passou-se em Agosto - apressou o passo, sempre seguido daquela que lhe pedia a absolvição
ou penitência, até que, voltando-se e tapando o rosto com uma das mãos para fugir à
formosura que o diabo encarnara para o tentar e perder, com a outra fez o sinal da cruz,
a que a endiabrada e tentadora, respondeu com um grito, fugindo para não mais ser vista.
Então, Frei
Honório, por castigo por ter caído em tentação, isolou-se a pão e água numa gruta
existente no Convento. E lá ficou até ao fim da sua vida.
Estas informações foram elaboradas a partir de informação recolhida nas seguintes
páginas da Internet:
http://www.icn.pt
http://www.esec-mem-martins.rcts.pt/escola/sintra/lendas.htm#Lenda%20da%20Peninha
http://www.cm-sintra.pt
http://www.parquesdesintra.pt
Miguel Ribeiro 1/08/2007
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