ALAGAMARES
| Início | Documentos | Artigos | Mais lidos | Eventos | Equipa | Estatutos | Ficheiros | Ligações | Fotos | Blogue | Notícias | Estatísticas | Sair |

     Calendário
Maio 2008
  1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31


Ambiente/Ecologia
Artes/Artesanato
Debates/Conferências
Desporto/Turismo
Direitos/Cidadania
Festas/Convívio
Formação/Workshops
História/Arqueologia
Literatura/Poesia
Música/Concertos
Museus/Exposições
Outros eventos
Passeios culturais
Património/Urbanismo
Teatro/Cinema

     Cronologia
1858- Construção, segundo traço de Knowles e a mando de Francis Cook, de novo e ecléctico palacete em Monserrate, conservando-se, todavia, o 'fóssil' planimétrico do castelinho de Devisme. Plantação do exótico parque, sob orientação de Burt (e, depois de 1887, de Oates).

     Documentos
· Faça-se associado da Alagamares
· Sintra património da humanidade
· Plano de Acções para o Biénio 2005-2007
· Equipa dirigente da Alagamares para 2005-2007
· Colabore você também com a Alagamares
· Património sintrense classificado pelo IPPAR
· Manifesto da alagamares
· Estatutos da associação
· Núcleos de trabalho da Alagamares 2006-2007
· Lista de realizações e eventos da Alagamares
· III Encontro de História de Sintra

Leia mais...


     Downloads

Novidades:

 1: Condessa d-Edla DN Jul/2000 [183]
 2: UNESCO Mission Report Sintra 2006 [178]
 3: Defender Sintra do Cimento DN 23-07-2006 [180]
 4: Núcleos de Trabalho 2006-2007 [216]
 5: Diário de Notícias 12.02.2006 [229]
 6: Lei de Bases do Património Cultural Português [245]
 7: Cintra pinturesca, em 1838 [361]

Populares:

 1: Mapa Vectorial de Sintra [1482]
 2: Raul Lino, um grande arquitecto português [994]
 3: Cintra pinturesca, em 1838 [361]
 4: Video promocional de Sintra [343]
 5: Regime jurídico das associações de cidadãos [293]
 6: Caves de S. Martinho [292]
 7: Ficha de inscrição [286]

Ficheiros: 34
Categorias: 10
Downloads: 8775

Outros downloads


     Mais artigos
· 2º ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E TURISMO AMBIENTAIS.
· 8 DE MARÇO-GRANDE FESTA DO 3º ANIVERSÁRIO DA ALAGAMARES
· VISITA AO CHALÉ DA CONDESSA D’EDLA,PARQUE DA PENA,SINTRA
· PROVA BACHIANA
· PASSEIO PEDESTRE NA ARRIBA FÓSSIL DA CAPARICA
· Gandhi
· MATIAS AIRES FILÓSOFO SINTRENSE
· ITINERÁRIO POÉTICO DE LIBERTO CRUZ,( Sintra,1935)
· 400 ANOS DO NASCIMENTO DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA
· CHALÉ DA CONDESSA:PONTO DE SITUAÇÃO
· ALAGAMARES ASSINALA O REGICÍDIO
· LIQUIDAÇÃO DE QUOTAS
· SINTRA E A DECLARAÇÃO DE ARANJUEZ
· MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
· ALAGAMARES EM 2008

Leia mais...


     Blogue
·Eventos muitos
·Democracia pouco democrática
·Maio 68/Maio 2008:A Imaginação ao Poder!
·Maio
·Correntes em Seteais
·A maldição da Quinta dos Pisões
·22 de Abril,Dia da Terra
·Jornadas Poéticas de Sintra
·As vantagens criativas como factor de desenvolvimento
·Sintra, 1873:a visita de Lady Jackson

Leia mais...

     Outros blogues
Rio das Maças
Colares entre o mar e a serra
Notícias da minha freguesia
Para os lados de Sintra
Sintra do avesso
Bairro dos Afoitos

     Pesquisa
Palavra-chave

     Protocolos
A Alagamares tem protocolos com as seguintes entidades:





 Francisco Costa, escritor sintrense, por Miguel Real

Miguel Real

Francisco Costa (1900-1987) é o único escritor genuinamente sintrense: nasceu, foi baptizado, casou, viveu, trabalhou e morreu em Sintra. Na sua actividade profissional e estética, privilegiou sempre Sintra, seja enquanto romancista, seja enquanto historiador. Trabalhou durante longos anos como contabilista na Adega Regional de Colares e, em 1939, mercê de um curso de bibliotecário que tirara no final do liceu, transitou para a Câmara Municipal de Sintra, onde fundou a Biblioteca e o Arquivo Municipal, então instalados no Palácio Valenças, na Vila Velha.

Após dois anos de convalescença devido à febre pneumónica que assolara o país em 1917/18, Francisco Costa publica o seu primeiro livro de poemas, , em 1920, recebendo louvores críticos de Ferreira de Castro. Posteriormente, em 1925, publica Verbo Austero, que colhe os favores de Fidelino de Figueiredo, crítico literário classicista, e do modernista Fernando Pessoa, que lhe pede alguns poemas para a sua revista Athena. Neste livro, é publicado o soneto "Cruz Alta", actualmente inscrito no cume da Serra da Sintra.

Estilisticamente, a poesia e a prosa de Francisco Costa são profundamente clássicos e ele próprio, no prefácio a Algemas de Ouro, de 1933, regista as suas ideias anti-modernistas.

Abandonando a poesia (a que apenas regressará em 1987, em Última Colheita), Francisco Costa dedica-se ao romance, publicando a primeira trilogia na década de 40: A Garça e a Serpente, em 1943, Primavera Cinzenta, em 1944, e Revolta de Sangue, em 1946. Romance de estreia e considerado um dos seus melhores textos narrativos, A Garça e a Serpente foi galardoado com o Prémio Literário Eça de Queirós.

A sua luta ideológica e literária contra o modernismo prossegue com a conferência Velhice do Modernismo, em Coimbra, em 1945. No ano do centenário da morte de Eça de Queirós, 1945, Francisco Costa publica o polémico ensaio Eça visto por si próprio, um diálogo de Eça consigo próprio no ambiente da Serra de Sintra. Prolongando o seu cunho ensaístico, Francisco Costa tematiza a sua arte de escrita em Essência e Existência do Romance, em 1953. Porém, é em Cárcere Invisível, publicado em 1949, que Francisco Costa atinge a sua máxima mestria estilística e narrativa, tendo recebido o prestigiadíssimo prémio literário Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa.

Ideologicamente, a crítica literária atribui um fundo católico aos romances de Francisco Costa, embora o padre João Mendes, crítico literário da revista Brotéria, revista dos jesuítas portugueses, condene Francisco Costa por não ser suficientemente católico, dando acolhimento nas suas narrativas a temas como o divórcio, a culpa excessiva e o sentimento de descrença religiosa entre a juventude. Paradoxalmente, outros críticos literários, como João Gaspar Simões, criticam Francisco Costa por ser excessivamente católico.

Na década de 50, Francisco Costa publica a segunda trilogia, a que dá o título geral de "Em Busca do Amor Perdido": Acorde Imperfeito, de 1954, Nocturno Agitado, de 1955, e Cântico em Tom Maior, também publicado em 1955.

Em 1964, publica o romance Escândalo na Vila e em 1973 Promontório Agreste, integralmente passado entre Cascais e Sintra, retratando a aristocracia e a alta burguesia das duas vilas.

Miguel Real (21.03.2007)




 
     Relacionado
· Mais sobre o tópico Miguel Real
· Outros artigos de alagamares


Os artigos mais lidos sobre Miguel Real:
Mem Martins, resgate do passado


     Classificação
Pontuação Média: 5
votos: 1


Vote neste artigo:

Excellente
Muito Bom
Bom
Regular
Mau



     Opções

 Imprimir  Imprimir

 Envie este artigo a um amigo  Envie este artigo a um amigo


Início
Os comentários são propriedade de quem os escreveu. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Os comentários não podem ser enviados por utilizadores anónimos. Por favor registe-se




ALAGAMARES - ASSOCIAÇÃO CULTURAL
Caves de S. Martinho, Av. 25 de Abril, n.º 133, 2710-250 Galamares - Sintra
Web: www.alagamares.net, E-mail: info@alagamares.net, Tel.: 918343698

Código do website © 2003 PHP-Nuke. Todos os direitos reservados.
O PHP-Nuke é software livre sujeito à licença de software GNU/GPL.