|
Foi com um dia soberbo, de sol e luminosidade, que se realizou mais um roteiro da Alagamares, desta feita com grande peso lúdico, dada a época do ano.
O passeio às Berlengas permitiu algumas conclusões: que os mares em fúria com saco de enjôo ao lado são uma lenda (nesta altura, claro!); e que a gaivota argêntea é a dona e senhora destas ilhas, onde os intrusos são os humanos que, em número limitado a 350 pessoas por dia, aqui se deslocam. É deslumbrante o trabalho da Natureza desenhado nas encostas, com a sua tromba de elefante, a Cova do Sono, e os vários "furados" de água verde cristalina. E também de mergulhadores (muitos!).

Foto nr. 1: Passeio às Berlengas. © Alagamares (06.08.2006).
Nas Berlengas ainda se pode observar uma espécie endémica única no mundo, a armeria berlengensis, e comunidades de corvos marinhos, pardelas e airos(menos, pois são migratórios). Tudo convida a passeios a pé, embora em alguns pontos se requeira alguma forma física. Nada que uma excelente caldeirada não ajude a dobrar, sobretudo na caminhada para o Forte de S. João Baptista, qual castelo de If de onde se pode imaginar um Conde de Monte Cristo fugindo direito ao mar.

Foto nr. 2: Passeio às Berlengas. © Alagamares (06.08.2006).
Já o cruzado Osberno, cronista da conquista de Lisboa se lhes referia, e as suas costas assistiram a batalhas entre piratas berberes ou ingleses (Francis Drake andou por ali) ou aquela em que durante a Guerra da Restauração um punhado de bravos dizimou mais de duzentos inimigos castelhanos, acabando porém, dado o menor número, por soçobrar, mas com glória.

Foto nr. 3: Passeio às Berlengas. © Alagamares (06.08.2006).
Foi pois uma jornada completa, de contemplação e exploração da natureza e suas encostas, quer de convívio, sempre necessário para reforçar os laços entre os associados, novos e antigos, e igualmente descobrir este Portugal sempre surpreendente e tão desconhecido para muitos.
Fernando Morais Gomes (07.08.2006).
|