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A Associação de Defesa do Património de Sintra, constituída em 10 de Abril de 1981, é hoje uma instituição respeitada e até temida por quem, ligado aos poderes públicos e privados, acompanha as questões ambientais e do património histórico da nossa Vila.
Sem a sua voz autorizada, e muitas vezes incómoda, não se cala na defesa dum urbanismo cuidado e do respeito pela memória duma Sintra de qualidade, assente nessa marca que é o seu verde e o seu património monumental. Destacando-se na sua liderança, está Adriana Jones, figura incontornável da Vila e das Causas colectivas a que sempre deu a cara, independentemente dos poderes fácticos do momento. A ela e ao seu grupo se deve o Movimento para a criação da Área de Paisagem Protegida e Parque Natural, a salvaguarda da “Vivenda Anna” na Estefânea ou da Cadeia Comarcã nos anos 80.
Outras acções de relevo envolveram a campanha para salvaguarda do azevinho da Serra de Sintra; a petição sobre o Parque da Pena entregue na Assembleia da República em 11 de Novembro de 1992; a Salvaguarda da Volta do Duche; a salvaguarda do logradouro do Edifício do Turismo de Sintra; colaboração na salvaguarda do Largo Dom Fernando II em São Pedro de Sintra; bem como, entre outras, a luta pela salvaguarda do Chalet das Palmeiras, no Cacém, ou dos plátanos do jardim infantil de Vila Verde.
A ADPS está hoje representada no Conselho Consultivo do Parque Natural Sintra-Cascais; Conselho Consultivo da Fundação CulturSintra; Conselho Consultivo do Monte da Lua (com colaboração temporariamente suspensa); Conselho de Opinião Pública; e Conselho Municipal do Ambiente.
Sob sua égide pubicaram-se obras como “Alcaides-mores de Sintra”, ”A História e o Património de São João das Lampas”, ”Sintra Património Natural e Cultural”, ou Vila Verde Cem Anos de História”.
A luta de Adriana Jones, desinteressada e orientada por um único desígnio, o de dinamizar a Cidadania, é um exemplo que a todos, mais jovens sobretudo, deve inspirar, lembrando que Sintra, para além das pessoas, tangencialmente materiais e efémeras, é todo um legado de clorofila, cheiros, memórias a sépia e sublime natural que temos de nos orgulhar e ser merecedores, o que é difícil nestes dias do império do imediato, fácil e novo rico.
Fernando Morais Gomes (30.07.2006).
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