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Na véspera do primeiro aniversário da Alagamares-Associação Cultural, o portal noticioso Alvor de Sintra publica uma entrevista com o presidente da Alagamares, na qual Fernando Morais Gomes fala da associação e dos seus projectos para o futuro. Para informação dos associados e amigos da Alagamares, a entrevista em questão é a seguir transcrita na íntegra.
Entrevista ao Alvor de Sintra
"A Alagamares comemora hoje o seu primeiro aniversário. Esta associação cultural nasceu a 9 de Março de 2005 da vontade de alguns dos moradores da zona mais rural do concelho e com o objectivo de promover eventos culturais em áreas esquecidas pelos promotores de cultura do município.
"Não fazemos as coisas no sentido de suplantar iniciativas de outrem, nem roubar espaço a ninguém, estamos porque queremos fazer as nossas coisas com o nosso calendário e a nossa perspectiva", é assim que o Presidente da Alagamares define o trabalho desta entidade.
Numa entrevista ao Alvor de Sintra a propósito do aniversário, Fernando Morais Gomes afirmou que este é o objectivo que continua a orientar a associação. Para o dirigente associativo "é preciso que os centros culturais não sejam só nas grandes localidades, não é só o Centro Cultural Olga Cadaval nem é só o Centro Cultural de Belém, queremos privilegiar algumas áreas nas quais consideramos haver lacunas".
Na opinião do responsável pela Alagamares "o universo cultural de Sintra não é assim tão vasto, para além do Olga Cadaval e do Valenças não há mais nada". Para Fernando Morais Gomes "toma-se Sintra como um sítio privilegiado da cultura, mas os pólos culturais não são assim tantos". Considera que a existência do Centro Cultural Olga Cadaval é benéfica, no entanto destaca que este equipamento tem um público específico. "Não é uma crítica, mas suponho que o Olga Cadaval promove eventos onde nem sempre o destinatário primeiro é o munícipe de Sintra, tem a lógica própria da sua programação e geralmente dá voz aos artistas mais consagrados, o que se compreende porque eles têm custos de manutenção e despesas que não são pagas com o violoncelista de bairro ou com o poeta popular". No entanto a Alagamares tem outros propósitos, "temos uma lógica de que há pessoas num nível intermédio que também precisam de um espaço".
Nesse sentido esta associação organiza passeios culturais comentados, evocações históricas, concertos comemorativos entre outras iniciativas em oito áreas distintas, ambiente, história, cidadania, património, ciência, música, cinema e multimédia. A Alagamares funciona a três níveis de intervenção, por um lado organiza e promove os seus próprios eventos, por outro lado cria eventos em parceria com outras associações do género e em terceiro encaminha os associados para outros acontecimentos culturais que considera interessantes.
A Alagamares já tem algumas iniciativas agendadas e outras alinhavadas. Para Abril prevê a realização de um colóquio/debate sobre Direito do Ambiente, este será o primeiro de vários colóquios/debates sobre "Novos Direitos". Em Maio deseja realizar um concerto com o Grupo Coral de Queluz para comemorar o centenário do nascimento do músico e compositor Fernando Lopes Graça. Além disso a Alagamares está a reunir em CD e DVD fotografias antigas de Sintra, nomeadamente de Colares e Galamares.
Neste momento a associação tem 210 associados, muitos deles trabalhando em regime de voluntariado. Algo que Fernando Morais Gomes não pretende ver modificado. "Não queremos entrar numa lógica de subsídio dependência, projectamos um evento e esse evento tem que se pagar a si próprio, se não temos capacidade de o fazer aguentamos um tempo até termos ou então não fazemos", acrescentou.
As comemorações do primeiro aniversário estão agendadas para o próximo sábado, a partir das 20.30 horas. A Alagamares realiza um convívio-festa nas Caves de São Martinho, em Galamares, com música ao vivo, moderna e clássica, alguns actores vão relembrar várias peças da Broadway e depois da meia-noite actua um DJ convidado".
Fonte: Alvor de Sintra.
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