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| Entrevista com Luis Filipe Borges |
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| Sábado, 26 Dezembro 2009 07:06 | |
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O humor e a comédia são campos movediços nos tempos que correm, e subtil e burilado é o humor de Luis Filipe Borges, apresentador do "5 para a meia noite" da RTP2, e já conhecido como "O Boinas", que respondeu de forma inteligente e humorada a um nosso questionário despreocupado.O verbo poderia ser "cuscar". Leia abaixo
LFB-Excelente reparo. Por acaso queria ser actor mas os meus pais não deixaram e então fui para Direito porque gostava das séries americanas do género e achava que as célebres cenas de alegações finais eram o mais parecido com ser actor que havia. Infelizmente, não há jurados em Portugal – e os argumentistas, na verdade, são mais os ‘legisladores’. LFB-Herman José. Queijadas de Sintra, porque me oferecem menos ;) ALAGAMARES-Hugo Chavez convidava-o para uma palestra em Caracas. Que temas abordaria? LFB-Não aceitaria o convite. LFB-Humphrey Bogart vem ter com Ingrid Bergman a Lisboa e acabam a assistir a uma vitória épica do Benfica no antigo Estádio da Luz. Fazem-se sócios e têm um filho português quase tão bom como o Eusébio. ALAGAMARES-Há auto censura nos autores e humoristas actuais? LFB-Nenhum assumirá isso – aliás, alguns gostam de propagandear que o humor não tem limites – mas há, sim. Aliás, a auto-censura vê-se muito no jornalismo, por exemplo, e é um sintoma dos tempos arrepiantes que, embora em democracia, atravessa a nossa liberdade de expressão. No país ainda vigora a máxima reminiscente do fascismo ‘o respeitinho é muito bonito’. LFB-Há um tempo e uma oportunidade para tudo. Embora difícil esse equilíbrio, não me parece que sejam incompatíveis – e que, mesmo o brejeiro, não possa por vezes desempenhar uma função social muito útil. LFB-Com preocupação. Mas se calhar é inveja. LFB-Pode ir para onde quiser, desde que se limite a escrever. LFB-Não são minimamente divertidos, seria até capaz de apostar que não possuem um pingo de sentido de humor, mas são grandes fontes de comédia, particularmente o segundo. O melhor emprego não sei: mas diria que Cavaco estará justamente em idade de reforma; quanto ao actual primeiro-ministro tenho a certeza que terá amigos bem colocados a dever-lhe favores. LFB-Com uma madrilena rica, para poder ir viver para lá. LFB-Duvido. Caso contrário não teria feito as mulheres em Vénus e os homens em Marte. LFB-Não conhecia a citação, que acho brilhante e profundamente verdadeira, cirúrgica mesmo. LFB-1. Misteriosa, 2. Romântica, 3. Clima açoriano (e ainda bem, faz-me lembrar a ilha Terceira).
Luís Filipe Borges apresentou o programa de stand-up comedy Sempre em Pé na RTP2. Antes, foi o anfitrião das 4 séries do talk-show sobre Portugal, "A Revolta dos Pastéis de Nata", grande êxito do mesmo canal.É natural de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores (1977). Licenciou-se pela Faculdade de Direito de Lisboa(FDL, 95/2000), com um louvor do Conselho Directivo, um 1º prémio por equipas no Moot Court/99 e um artigo publicado na Revista Jurídica.Luís Filipe Borges conhecido por andar sempre com uma boina (daí ter alcunha de 'Boinas') já trabalhou nas mais diversas áreas desde actor a co-autor em Teatro e Cinema. Em televisão já foi guinista, apresentador e até actor. Para além de apresentar o programa 5 para a meia noite participa também em diversos projectos humorísticos, está ligado à empresa Produções Fictícias, colabora com a imprensa e tem livros publicados em vários géneros. Alguns dos seus trabalhos mais conhecidos: Teatro Ópera Orfeu nos Infernos como actor, Teatro de S.Carlos.(1998) Manobras de Diversão Co-Autor em 5 espectáculos. Stand-Up Tragedy Co-Autor conjuntamente com Nuno Costa Santos. (Este monólogo valeu aos Autores uma bolsa para Nova Dramaturgia da Fundação Calouste Gulbenkian).(2003) Cinema A Morte do Artista onde foi Actor e co-Autor.(2007) A arte de roubar, participação especial num filme de Leonel Vieira.(2008) Second Life, como actor. Actor e co-autor em "A Morte do Artista" (curta-metragem, Cinemor, 2007 Publicou ainda vários livros, uns em parceria outros a titulo próprio, dos quais se destacamMudaremos o Mundo Depois das 3 da Manhã (2003)Sou Português, e Agora? (2006)O Playboy que Chora nas Canções de Amor (2007) Ficou ainda conhecido por ser uma das primeiras figuras públicas portuguesas a contrair a gripe A.
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