Painel de Administração
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| Inquérito:Pode Sintra ser um cluster de industrias criativas? |
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| Sábado, 31 Julho 2010 14:48 |
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Esta a pergunta que lançamos, e convidamos a enviarem sugestões e opiniões, que editaremos neste local.Escrevam-nos para Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Entretanto, editamos algumas opiniões já transmitidas: Vanessa Muscolino Creio que Sintra (concelho e centro histórico) não conseguirá tão cedo fazer um cluster de uma "verdadeira" indústria criativa devido a vários factores:Primeiro não há indústria criativa em Sintra, há sim bons e variados projectos culturais (principalmente na área do teatro), associações incansáveis e também alguns "carolas" que fazem com que exista cultura em Sintra.Para haver Indústria (maquinaria pesada mesmo) é necessário haver pelo menos um espaço físico permanente para acolher criadores, para se debaterem ideias, (para se criar rotativamente mas em continuidade), coisa que já acontece e bem em outras partes do país.Segundo, creio que para haver "a tal da Indústria" é necessário que existam programadores muito bem informados (como aconteceu no caso do Festival Alkantara por exemplo) sobre o que se passa no panorama das artes ( e why not subsidiado pelos nossos impostos- para poder viajar, ver, tirar o pulso aos vários festivais europeus e já que falamos em indústria, aos mercados emergentes: Brasil, China, Índia-onde existe tanta e tão boa cultura por nós "quase" desconhecida)E para terminar que o texto já vai longo;com estas duas condições satisfeitas fazer a tal da "criação de públicos"- trabalho de continuidade, que já está sendo feito há cerca de 20anos por aqui.Pelo que me parece...mas....no entanto só sei que nada sei. Fernando Morais Gomes Das vantagens comparativas às vantagens competitivas ,em macroeconomia já os economistas se debruçaram,tendo mesmo um,Michael Porter,na análise do caso português e com referência à necessidade de clusters sugerido que nos dedicássemos apenas ao que sabíamos fazer bem.Surge agora um novo conceito para o qual a actividade dos actores e agentes da Cultura é chamada a envolver-se num processo dinâmico com impacte económico e cultural: o das vantagens criativas.Traduzindo por míudos:se se conseguir implementar uma classe criativa crítica,dinâmica,talentosa,que se relacione com o tecido empresarial ,com polos de acção e atracção,poderemos criar um cluster da cultura que terá efeitos multiplicadores na economia e na apelatividade dos locais onde habitamos,tornando-os melhores e líderes de tendência.Sendo Sintra,no quadro português um ninho em potência e na sequência do branding em torno das vantagens culturais de Sintra como modelo de atracção(serra,mar,romantismo,escultura,artes plásticas,ambiente,etc),porque não apostar em federar os produtores,fruidores e consumidores de Cultura para fazer desta Vila hoje Região um Sillicon Valley da Ciência e das Artes à escala nacional?Como dizia Porter,procuremos o que nos distingue,chamemos os criativos,promovam-se projectos identitários e de âncora e podemos criar,com riqueza e valor acrescentado económico e cultural um polo de sucesso,com efectividade sobre as camadas jovens,e como factor de empregabilidade,turismo,massa crítica e competitividade,no fundo.Se as indústrias da cultura e do lazer são a novidade do milénio,há que pensar Global e actuar Local.
Filipe de Fiuza Excelente tópico para reflectir. Parece-me que antes de voltarmos à reflexão essencial, é importante ler e reler um estudo recentemente editado:SUMÁRIO EXECUTIVO http://www.portaldacultura.gov.pt/SiteCollectionDocuments/Imprensa/SCC_SumEx.pdfESTUDO VERSAO FINALhttp://www.portaldacultura.gov.pt/SiteCollectionDocuments/Imprensa/SCC.pdf Será que a potencial indústria cultural sintrense teve acesso a este estudo? Será importante fazer um estudo/pesquisa semelhante para a microregião de Sintra afim de perceber as necessidades culturais dos cidadãos?O meu avô gostava muito de batatas, o meu pai gosta muito de batatas, eu próprio gosto muito de batatas: o meu avô comia-as cozidas, o meu também, e eu também. Mas serão as batatas, a água de cozedura, o sal e lume iguais? Não. Será a quantidade de batatas e o tempo de cozedura igual? Não. E o sabor?O que é e qual é a importância da Cultura para os Sintrenses? Alguém sabe? Um link importante:http://www.oac.pt/menuobservatorio.htma Na leitura do estudo referenciado anteriormente, há um dado que dá que pensar (pág. 98, quadro 13): VISITANTES NOS PRINCIPAIS MUSEUS EUROPEUS(a) (número de visitantes anuais, em milhares)Palácios Nacionais Sintra e Pena (Lisboa) 619. 619000 visitantes anuais? será que a potencial indústria cultural sintrense aproveita tamanho público?É apenas um exemplo.Outro é o número de banhistas que frequentam as praias do concelho que, mesmo sem acesso a estatísticas, acredito que é muito maior do que o total de visitantes de todos os museus do concelho. De que forma a indústria cultural sintrense explora este público? Ou os agentes culturais também estão de férias e vão à praia? Pode-se nesse caso juntar o útil ao agradável.... Apenas mais um exemplo.
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